Feridas

Existem feridas emocionais que são difíceis de sarar, mais ainda que as feridas do corpo. Estas doiem sem se ver, corroiem a alma, tornam-nos duros e amargos. Feridas de um amor perdido, de uma amizade desfeita, de ilusões que se tornaram em grandes desilusões. Como doiem por dentro...como nos tornam amargos e sedentos de vingança...
No entanto estes sentimentos não levam a nada, só sentimos um vazio dentro de nós, um imenso "buraco" no nosso peito e um aperto no coração. Não podemos reduzir a nossa existência a estes factos. Sei o quanto doi. Sei o quanto custa nos desiludirmos com as pessoas pelas quais nutrimos sentimentos de afecto, às quais amamos e protegemos, às quais lhe afagámos tantas e tantas vezes os cabelos e outras tantas lhe secámos as lágrimas...pelas quais deixámos tudo para trás só para ouvir inúmeras vezes o mesmo desabafo... Sei-o bem...
No entanto perdoei. O perdão pleno. Os sentimentos de repulsa só fazem mal à alma, ao nosso coração, ao nosso bem estar.
Perdoem do fundo do vosso coração.
Acreditem.

2 comentários:

maria inês disse...

Há feridas que nunca saram, mesmo que perdoes, as cicatrizes ficam e essas não há como apagar!

Estou zangada, sim muito zangada!

Luis Carlos disse...

Olá eden,

Há perdoar e há esquecer.

Eu perdoo mas não esqueço.

Não esqueço o que levou àquela situação, não esqueço os actos que foram cometidos, não esqueço o rosto irado e enraivecido, não esqueço nenhum pormenor, por que se não estiver atento à envolvência da situação, a situação se irá repetir, para a próxima irei me antecipar, tal como o médico faz o diagnóstico a um paciente, e isto é sabedoria, finalmente perdoo o outro com todo o meu coração, mas para isso lembro-me que a Vida é um jogo e não se pode levá-la demasiado a sério, só ego é que leva a Vida demasiado a sério, por isso é que ele se ofende tanto com os outros egos, quando entendermos isto, é muito mais fácil perdoar, e perdoando a outro, estamos a perdoar a nós mesmos.

Até já,
Luís Carlos

P.S. – Grato pela visita.